Jogue tudo fora

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Esse ano eu dei um basta nas metas vazias que prometo todo ano. O que será que acontece que nunca consigo cumpri-las? Eu até cheguei a escrever algumas metas para esse ano, confesso, mas já escorreguei na primeira assim que a coloquei no papel: honrar meus compromissos. E como é difícil fazer isso. É difícil cumprir os prazos no trabalho? É. É difícil dar atenção a todas as pessoas que amamos? Mais ainda. Pagar todas as contas? Acho que nem vou mais continuar.

Ao mesmo tempo em que observei isso, pude perceber que a minha vida no geral estava desorganizada. E era nos pequenos detalhes, como as roupas bagunçadas na gaveta, os papéis amontoados na mesa, pilhas de livros não lidos e coisas que comprei demais. Aí veio aquele click: eu nunca vou conseguir honrar meus compromissos com os outros se eu não consigo fazer o que prometi a mim mesma.

Eu geralmente dou só as dicas de livros por aqui e nunca comento muito sobre eles, mas hoje vou fazer diferente. O livro “A mágica da arrumação”, da Marie Kondo, mudou a minha vida. Juro, não botei fé quando vi esse livro, achei que seria mais um com dicas de como arrumar a casa, um pouco clichê até, mas depois de ver várias recomendações na internet resolvi dar uma chance, e não me arrependi.

O livro em si é realmente sobre arrumação, e a autora dá várias dicas muito úteis de como organizar nossas coisas, mas o diferencial do livro para mim é sobre manter na nossa casa, e consequentemente na nossa vida, somente aquilo que nos faz felizes. E a frase que eu mais vi no livro foi: Jogue tudo fora.

Vou dar um exemplo: você tem uma roupa que lhe serve, que ainda está nova, mas que não consegue usar por diversos motivos, seja por não lhe deixar confortável ou por não condizer mais com seu estilo. Acha que vai usá-la novamente? Provavelmente não. Se você não fica feliz quando usa essa roupa porque mantê-la no armário até que estrague?

Fiz então um paralelo com outros aspectos da nossa vida. Afaste-se de pessoas que lhe fazem mal, dos sentimentos ruins que não lhe deixam aproveitar a vida. Tome coragem para se aperfeiçoar e encontrar um trabalho que lhe faça feliz. Enfim, jogar fora não é simplesmente jogar tudo no lixo, mas sim descartar aquilo que não lhe agrada mais ou doar, caso acredite que possa ter utilidade para alguém.

Quando organizamos nossa casa, nosso cantinho que seja, faz com que organizemos melhor nossos pensamentos. Uma vez que mantemos conosco só o que nos faz felizes, não haverá mais espaço para preocupações desnecessárias, e estaremos livres para honrar o que prometemos a nós mesmos: realizar os nossos sonhos.

Dica de livro da semana:

A mágica da arrumação


Quantas vezes você já arrumou sua casa e, logo depois, viu todo o seu trabalho ir por água abaixo? Provavelmente muitas. Então está na hora de conhecer o método KonMari, um estilo de organização que transforma sua maneira de pensar e evita que a bagunça retorne. Ao contrário do que muita gente pensa, organizar é fácil e compreende duas tarefas básicas: escolher conscientemente o que será mantido e definir um lugar específico para cada coisa. Com um texto leve e cheio de dicas práticas, este livro vai ensinar truques infalíveis para você parar de perder tempo procurando seus pertences dentro do armário e experimentar a incrível sensação de ver tudo em seu devido lugar.

(Marie Kondo, Editora Sextante, 160 páginas)

5 dicas de livros para presentear

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Faltam alguns dias para o Natal e você ainda não comprou seus presentes? Está com dúvidas no que comprar? Que tal um livro? Sim, um livro. Pode ser novo ou usado, não tem problema. Juntar aquela “lembrancinha” com um livro em um belo embrulho demonstra que você se importou em escolher algo especial e que trouxesse novas experiências (aprendizado, diversão, emoção...) a quem você quer presentear. Conhecimento também é um presente!
Aqui vão as minhas sugestões:

      1)     Geração de Valor 2 (Flávio Augusto da Silva, Sextante, R$ 39,90)
Best-seller de vendas em 2015, o livro Geração de Valor (volume 1) conquistou todos aqueles que queriam pensar fora da caixa e ter aquele empurrãozinho para ir atrás dos seus sonhos. Neste volume 2, Flávio Augusto reuniu novos textos e charges inspiradores para você se desafiar a cada dia e ter uma mentalidade vencedora. Excelente opção para todas as idades.



      2)     A sua melhor versão te leva além (Bel Pesce, Enkla, R$ 24,90)
Seguindo essa mesma linha empreendedora, também indico esse último livro da Bel Pesce, jovem escritora que vem crescendo a cada dia com seu modo único de compartilhar conhecimentos e experiências como forma de ensinar e ajudar outras pessoas a buscar a sua melhor versão continuamente. Excelente guia para cumprir todas as metas de 2016.


      3)     Quem soltou o pum? (Blandina Franco, CIA das Letrinhas, R$ 26,50)
Sem dúvida, esse foi o melhor livro infantil que eu li nos últimos tempos. Com uma linguagem simples e divertida os autores colocam o cachorrinho Pum em situações hilárias, já que ninguém consegue evitar que o Pum escape e cause certos inconvenientes. As crianças da família vão adorar, e os adultos também!


      4)     Amar e ser livre (Sri Prem Baba, Harper Collins BR, R$ 21,90)
“É o momento de transformar ódio em amor, sofrimento em alegria, medo em esperança”. Neste livro, Sri Prem Baba propõe uma caminhada em direção a si mesmo, na qual o leitor enfrentará desafios internos, que poderão ser vencidos, principalmente, pelo exercício da prática do amor. Segundo ele, o amor revela-se como a maior fonte de liberdade, capaz de transformar as vidas e tornar o mundo melhor.

      5)     O Livro secreto dos melhores (Karen Bachini, Panda Books, R$ 23,70)
Esse não é um livro para ser lido, e sim construído com a ajuda das pessoas mais especiais na sua vida, aquelas que você quer levar pra vida toda. Nele você pode falar sobre si mesmo e sobre seus amigos, registrando toda a história de vocês. Como você quer se lembrar dos seus melhores amigos? 



Espero que tenham gostado das dicas. Se tiverem mais sugestões é só deixar aqui nos comentários ou enviar um email para julia.pinheiro@live.com.

Feliz Natal!

Seja o que quiser ser

segunda-feira, 10 de agosto de 2015


Quando eu era pequena, sonhava ter muitas coisas. Queria uma casa grande, ser professora e ter uma vida de dondoca. Acho que meus desejos não combinavam entre si, não é? Confesso que ainda gostaria de ser dondoca, mas as circunstâncias da vida me levaram a ter outros sonhos. 

Por exemplo, escolher uma profissão foi um pouco difícil pra mim. As possibilidades eram infinitas, realmente, mas minha maior dificuldade foi conciliar o que eu queria fazer com o que eu podia ($$) fazer. Consigo trabalhar tanto na área de humanas quanto na de exatas; assim, fiquei na dúvida entre Direito e Engenharia no vestibular. Optei pela segunda opção, pois era a que mais se enquadrava à minha realidade e sabia que ia me dar bem também.

O que eu quero dizer é que não adianta se desesperar e achar que nada vai dar certo na sua vida se você não tiver exatamente aquela profissão ou fazer determinado curso. Lute pelos seus sonhos sim, nunca desista, mas levante a cabeça e veja que há outros caminhos que podem levar à realização do seu sonho. A sua essência não muda. Eu nunca poderia imaginar que tantas coisas boas iriam acontecer na minha vida a partir dessa escolha e sei que isso é só o começo.

Talvez não seja de imediato, mas a sua hora vai chegar. É fato que nem todas as pessoas conseguem ter uma carreira meteórica ou ganhar muito dinheiro rapidamente. Por isso, trabalhe com o que você tem nas mãos hoje para ter outras ferramentas para trabalhar amanhã. Você pode até não ter todas as coisas que gostaria, mas sempre dá tempo de ser o que quiser.

Dica de livro da semana:

Manual para Sonhadores

  
Você já sonhou hoje? Lembra-se dele ou acordou com uma vaga lembrança? Nathalie Trutmann nos ensina nesse livro que independentemente da idade ou do momento em que estamos na vida, devemos sonhar de olhos abertos e correr atrás do que nos faz felizes. Nathalie ajuda jovens empreendedores a encontrar em seus sonhos a vocação que vai gerir seus futuros e relembra aos adultos que a arte de sonhar pode despertar suas vidas.
(Nathalie Trutmann, Editora Leya Brasil, 224 páginas)

Invista nos seus sonhos

terça-feira, 24 de março de 2015

O que falta para você realizar os seus sonhos? Aliás, quais são os seus sonhos?

É fato que o dia a dia está cada vez mais corrido. São tantas responsabilidades no trabalho, nos estudos e nos afazeres da casa que já está tudo no automático, não pensamos muito para fazer uma atividade ou verificar o real objetivo dela.

Digo isso porque li uma frase do Gustavo Cerbasi, autor que indico hoje, que me proporcionou uma profunda reflexão: "Gastamos o pouco tempo que temos em consumo porque todo o tempo restante é dedicado ao pagamento do consumo. Não há lógica!". E é verdade. Estudamos para conseguir empregos que paguem mais, nem sempre escolhendo uma profissão de acordo com a vocação. Trabalhamos para pagar coisas que indicam que melhoramos de vida, e não que estamos felizes.

E com isso os sonhos vão ficando pra trás. Perde-se o foco. E o seu dinheiro vai indo embora numa roupa de marca, num jantar caro, naquele show imperdível. Já percebeu que suas lembranças mais importantes vieram de momentos que não custaram nada? Um abraço de alguém querido, um passeio de bicicleta na infância, um café com bolo na casa da vó.

Não estou dizendo que os desejos de consumo não são importantes, digo que eles não devem reger a nossa vida, inutilizando nosso tempo e atrasando nossos verdadeiros sonhos. Percebi que o mais importante é sonhar com algo que me trará uma felicidade prolongada, e não um prazer imediato. Nem tudo é ideal, eu sei, mas será melhor lembrar das coisas que fiz e dos momentos que conquistei do que dos bens que tive.

Meu conselho hoje é: resgate os seus mais profundos sonhos. Seja ter uma casa grande para brincar com os filhos, trabalhar com um hobby ou conquistar sua independência, foque no que o deixaria feliz e lute por isso. Sonhos também têm custos, então planeje suas finanças, se for necessário, estude, reprograme-se, elimine o que está atrapalhando o seu foco.

O futuro melhor que você espera pode acontecer amanhã ou daqui a algumas décadas, mas só depende de você, e de mais ninguém. Então, no que vai investir hoje?

(Texto publicado no portal de notícias "O Lorenense" em 24/03/15. Veja mais em: http://www.olorenense.com.br/colunista.php?c=9 )

(In)Segurança Universitária

quinta-feira, 19 de março de 2015

Olá pessoal,

Vou compartilhar com vocês o texto que escrevi essa semana pra nossa coluna no "O Lorenense", portal de notícias da minha cidade. E aproveito para incentivá-los também a fazer o mesmo, não deixem de falar sobre os problemas da cidade de vocês!



Eu preciso falar! 

Como representante do público jovem e estudantil deste Portal, preciso falar da horrível situação que muitos de nós (e por que não incluir todas as pessoas de bem?) passamos todos os dias em relação à segurança, ou pior, a falta dela, em nossa cidade.

É assustador olhar nos grupos de alunos universitários no Facebook e ver que, diariamente, vários estão sendo assaltados ao retornarem para suas casas, após as aulas. Nessas comunidades, um avisa o outro sobre os pontos de maior perigo, os perfis dos assaltantes e os horários em que costumam agir.

Interessante também é que avisam se a Polícia foi acionada e quanto tempo ela demorou para atender ao chamado; isso se atendeu. Nesses casos, o máximo que acontece é passar uma viatura próxima ao local do assalto, e muito tempo depois de quando ocorreu a abordagem.

Por outro lado, é nítido que a Polícia não tem toda a infraestrutura necessária para nos atender adequadamente. Poderiam haver mais viaturas fazendo rondas próximas às áreas escolares e um reforço maior vindo da Guarda Municipal. Outra alternativa seriam postos policiais espalhados pela cidade. Enfim, algo deve ser feito urgente.

Como consequência disso, nós ainda estamos à mercê dos bandidos. Eles já nos conhecem, sabem onde moramos e nossa rotina. Invadem nossas casas enquanto visitamos nossos pais e roubam nossos celulares e mochilas quando nos encontram na rua. Não temos a liberdade de passear pela cidade após um almoço de domingo, a menos que estejamos em grupo, de bolsos vazios e chinelos de dedo... e olha que ainda é arriscado!

Chega! Vamos protestar também pela nossa segurança e exigi-la, pois é nosso direito!

Ainda sonho com o dia em que não temeremos as bicicletas...

É da minha conta! (Resenha)

segunda-feira, 16 de março de 2015

Uma das minhas metas para esse ano (pra quem ainda não viu é só clicar aqui) é economizar dinheiro. Confesso o que todos já sabem: É muito difícil economizar! Pra mim, pelo menos, que nunca tive luxo, ganhar meu próprio dinheiro fez com que eu quisesse ter muitas coisas que antes não tinha acesso, porém eu quis tudo de uma vez só, e acabei ganhando dívidas.
Depois de muito apoio de pessoas que me amam eu consegui me restabelecer, mas ainda tenho algumas recaídas #vergonha. Assim, vivo lutando contra meus impulsos consumistas e tenho buscado o equilíbrio entre meus desejos e necessidades. São desafios diários, mas que eu já estou vencendo!
Como forma de cumprir minha meta tenho buscado também conteúdos sobre educação financeira, pois vejo que adquirindo o conhecimento necessário me sinto muito mais preparada para utilizar o meu dinheiro da melhor forma possível.
Em uma dessas buscas encontrei o livro “É da minha conta!”, da Flávia Padoveze e editora Casa da Palavra. O título me atraiu logo de cara, e o subtítulo “Organização financeira para mulheres que buscam prosperidade e equilíbrio” me fez concluir a compra.
A proposta da autora é mostrar com uma linguagem simples e um formato personalizado para a mulher moderna que é possível administrar nosso orçamento de forma a realizar o que mais desejamos em todos os aspectos da vida, seja pessoal, da casa ou da família. E é exatamente isso o que ela cumpre, sendo que a expressão técnica mais complexa encontrada no livro é “juros compostos”.
Flávia utilizou quatro estereótipos femininos para exemplificar as situações mais comuns na vida de suas clientes: Rafaela, a mulher do dinheiro contadinho; Allegra, a pessoa jurídica feliz; Veridiana, a endividada; e Eduarda, a recém-divorciada. Todas possuem dificuldades ao lidar com o próprio dinheiro, dessa forma a autora dá dicas para todas as mulheres que estão em alguma dessas situações, ou até em mais de uma, orientando-as em como sair do buraco e reorganizar a vida financeira.
O que eu mais gostei no livro foi a visão realista da autora. Ela mostra que não há receita milagrosa, que devemos trabalhar em cima dos nossos próprios recursos e condições para solucionar nossos problemas, adquirindo então a segurança e tranquilidade que merecemos.
É um livro curto, de apenas 127 páginas, mas que me fez refletir a cada capítulo. Não o li de uma vez só, para cada conselho lido eu pausava a leitura e já colocava em prática o conhecimento adquirido. Como exemplo fiz a minha planilha de gastos mensais e já vi onde posso cortar os gastos, e coloquei no papel os meus sonhos, os custos de cada um e em quanto tempo pretendo realizá-los. Foram exercícios de muita reflexão, mas extremamente necessários pra quem quer ser dono do próprio dinheiro, e não ser escravo dele.
Depois desse longo texto já está mais do que claro que eu adorei esse livro e recomendo tanto para mulheres como para homens também, afinal quem não passa por esses tipos de dificuldades? Paguei R$24,90 por ele na livraria física da Saraiva e valeu cada centavo. Servirá para futuras consultas.


Uma boa leitura!

Gente que se acha

domingo, 15 de março de 2015

Texto publicado no portal "O Lorenense" em 09/03/2015
Veja mais em: http://www.olorenense.com.br/colunista.php?c=9



Gente que se acha
Se tem algo que irrita todo mundo é gente que se acha. Juro que não entendo o prazer que algumas pessoas sentem em atrapalhar a vida de outras, ou de se acharem melhores que todo mundo a ponto de humilhar os demais. Difícil compreender. Mas hoje vou falar de um grupo específico na minha realidade: professores e colegas de classe.
O universo acadêmico é cheio de competições, seja de quem vai descobrir ou desenvolver algo primeiro, dos mais inteligentes, dos especialistas e até de quem está apenas iniciando esse longo caminho, procurando oportunidades e chances de aprender mais. Isso também se estende para o mercado de trabalho, porém é assunto para outro dia.
Como exemplo, cito professores que têm um vasto conhecimento em sua área, mas que não o transferem para os alunos, ou que acabam dificultando tanto a matéria que ninguém entende nada da aula. Também têm aqueles que não dão atenção suficiente e ainda subjugam os alunos, menosprezando-os diante de uma pergunta e fazendo com que se sintam cada vez mais distantes de obter sucesso na disciplina.
Na mesma moeda também vejo colegas que vivem num constante processo seletivo. Que, podendo ajudar um colega em dificuldades, não o fazem, seja para se sentirem mais importantes ou simplesmente por não se importarem. Isso sem falar dos que só querem aparecer, dos “donos da verdade" e dos “sabem tudo”, que se acham merecedores de toda atenção e respeito. É muito frustrante.
A mensagem que eu quero deixar é: ajude não só para ser ajudado, mas sim porque uma boa ação gera outra. Compartilhe conhecimento, valores, bons exemplos. Um dia se ganha e um dia se perde, é verdade, mas faça por merecer que a conquista vem pelo próprio esforço, e não por desmerecimento de alguém. Se você sabe mais, ensine. Se está numa posição mais alta, respeite, seja quem for.
E, aproveitando, vou compartilhar uma frase do filósofo Mário Sérgio Cortella, que pensou numa resposta para a arrogante pergunta “Você sabe com quem está falando?”:
“Você é um entre 7,2 bilhões de indivíduos, que pertence a uma única espécie, entre outras três milhões de espécies, que vive num planetinha, que gira em torno de uma estrelinha, que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem uma galáxia, que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos possíveis e que vai desaparecer”.

Homens, dinheiro e chocolate

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

    "Homens, dinheiro e chocolate", de Menna Van Praag e editora Fontanar, é um romance feminino e também um livro de autoajuda (mais um pra lista! rsrs). Maya é a protagonista que se autocritica demais, está acima do peso, que não consegue um namorado e que está infeliz por não ter seguido o seu sonho de ser escritora, mas que também nada faz para a reverter a situação.
     Tudo isso muda quando ela conhece Rose, uma senhora que um dia apareceu em sua confeitaria, que faz com que ela abra seu coração, reconheça seus medos e crie coragem para mudar seu destino. A partir disso toma a atitude de fechar sua confeitaria por um mês para escrever seu livro, porém depois de terminá-lo nenhuma editora o aceita. Retorna então ao ponto em que vivia comendo doces e se autocriticando. Nesse meio tempo ela conhece Jake, um homem que sempre desejou, cujo relacionamento não vai pra frente porque ela não seguiu a instrução de amar primeiro a si mesma para depois amar os outros. Depois de muito relutar, Maya se permite conhecer novas pessoas, que também acabarão ajudando-a na sua jornada. Vende a confeitaria e decide por si própria publicar seu livro. Ainda tem um bônus de um final feliz que eu não vou contar aqui pra não estragar a surpresa! 
     Eu mesma considero o livro meio bobo, quem não gosta do gênero talvez não se interesse mesmo, mas ele é bom para os momentos em que você não quer ler nada pesado e deseja apenas relaxar com uma leitura fácil, rápida e prazerosa. Li esse livro em praticamente 2 dias e estava sempre querendo ler mais para ver como seria o final. É isso que eu mais gosto nos livros. Em algum momento não muito distante da minha vida também tive algumas características da Maya e contei com a ajuda de pessoas queridas para me tornar o que sou hoje: mais segura e feliz comigo mesma. Identifiquei-me com o livro e realmente gostei dele. 
     Para finalizar deixo pra vocês dois trechos do livro que considero muito importantes e que vou levar pra minha vida inteira:
"O amor falso é quando simplesmente queremos outra pessoa, enquanto o amor verdadeiro é querer que a pessoa seja feliz." (pag. 90)
"Você vai encontrar a felicidade quando tiver coragem de parar de viver uma vida segura e começar a viver uma vida verdadeira...Uma pessoa que vive verdadeiramente consigo mesma  não pensa em sucesso ou fracasso. Apenas faz porque acha certo. Faz porque sente que precisa fazer." (pags. 50 e 51)
     Essa última frase é o que me motiva a continuar escrevendo nesse blog. Gosto de ler e de escrever sobre as coisas porque acho que assim ajudarei e motivarei outras pessoas também. Não importa se somente uma  pessoa irá ler isso ou um milhão, o que me interessa é que eu me sinto bem fazendo isso.

Uma boa leitura!